Pergunte a quem tenha em sua família uma "pessoa com algum tipo de deficiência" ou indague-se deste mesmo, quais foram ou continuam sendo suas principais agruras, na convivência diuturna no seio da sociedade, em especial quando se defrontam com aqueles que sempre "querem levar vantagem em tudo" ou "não movem uma palha" pelo semelhante...

 As surpresas, por certo, serão muitas: nas ruas, nas calçadas, nos trens, nos ônibus, nos metrôs, nos navios, nos barcos, nos aviões, nas escolas, nos bares, nos restaurantes, nos supermercados, nos ginásios esportivos, nos campos de futebol, nos cinemas, nos teatros, nos banheiros, nos sanitários, enfim... em todos os lugares onde suas atividades essenciais necessitem de alguma acessibilidade, facilidade ou adaptabilidade para serem exercidas.

Não bastam as bengalas, as muletas, as cadeiras de rodas ou motorizadas, os assentos anatômicos, os elevadores para cadeirantes e pessoas com deficiências visuais, ou até automóveis com adaptações; faz-se essencial o exercício da fraternidade, do respeito e da consideração às "pessoas com deficiências", por parte dos materialmente e moralmente "sãos" Quem ocupe o lugar do "necessitado especial", no ônibus ou no metrô, ou sua vaga no estacionamento da rua, do shopping ou do supermercado, além de faltar com a cidadania, é sem dúvida, uma pessoa com "deficiência moral". De longa data, graças ao trabalho de pessoas sérias e abnegadas, (que ainda existem), a "deficiência" (de membros e/ou órgãos corporais) não é mais um "problema" dito "insolúvel", pois a ciência, a pesquisa e a tecnologia têm derrubado obstáculos que, durante muito tempo, pareciam intransponíveis. O intelecto ou a inteligência, em verdade, não decorrem da condição física. O corpo nada sabe, porque, feminino ou masculino, é passageiro e efêmero, como instrumento sensorial e instintivo de aprendizado; "todo o conhecimento", porém, "se dá pelo espírito", o "ser inteligente da natureza", que não tem sexo e é imortal, regido por leis naturais (que são eternas e imutáveis, pois não foram criadas nem podem ser revogadas pelo ser humano), através de tantas existências quantas se fizerem necessárias ao progresso de cada indivíduo. Por isso, já vai longe a "dependência absoluta" da "pessoa com deficiência"; essa "dependência" é "relativa" e, em muitos casos, há total "independência de atos" para a pessoa carente ou privada de alguns movimentos, graças à educação, à evolução técnica e a compreensão dos seres humanos mais sensíveis.

Entretanto, no dia a dia, muitos são ainda os atropelos com que se defrontam as pessoas com deficiências, ou as erroneamente chamadas com "necessidades especiais". Embora, via de regra, camuflado, o preconceito é um vício social terrível que afeta as pessoas moralmente atrasadas, faltas de bom senso - que se omitem ou "dão de ombros" - como se não pertencessem à sociedade da qual todos fazemos parte. São as mesmas pessoas que usam ou aceitam comentários jocosos, gracejos impróprios, com os serem humanos diferenciados, como: "maneta", "perneta", "cegueta", "aleijadinho", "gaguinho", "trambolho", entre outros tantos... e só mudam seu comportamento quando a lei natural de ação e reação os coloca diante de um familiar que, por um fator hereditário, um crime ou um acidente, sofre um revés existencial e também passa a ser "tratado" desta mesma forma preconceituosa como ele o fazia antes!

A quem se predisponha a estudar, sem dúvida, aprenderá que o "Espiritismo é a doutrina da fé raciocinada" (não decorada, não imposta) e que, por ela, cabe a todo ser humano descobrir, através de provas e expiações nas muitas vidas, como homem ou mulher, negro, branco, amarelo ou vermelho, letrado ou analfabeto... que o bem e o mal são momentos de aprendizado na caminhada da evolução moral de cada pessoa, independentemente de raça, cor, sexo, religião, costumes, posição socai, econômica ou geográfica, de que seja ou em que esteja, ou tenha estado. E cada ser humano, jovem ou idoso, encontra-se na altura moral do próprio espírito. O corpo nada sabe - repetimos - e só o espirito... ele é o ser inteligente da Natureza. E o grande passo para a evolução de cada um é, primeiro, conhecer a si mesmo e aprender a conviver com os semelhantes, independentemente da sua condição. Porque, diante das leis naturais e eternas, nós somos pequenos aprendizes.

A máxima popular, costumeiramente repetida, afirma que: "quem não vive para servir, não serve para viver". Embora não devamos radicalizar, tomando por base a lição do Cristo, de que: "devemos sempre perdoar"... poderíamos dizer que toda pessoa que, podendo prestar auxílio ao necessitado, mas, por insensibilidade, deixa de fazê-lo é, no mínimo, um espírito ainda obtuso, quando não seja um obsessor encarnado e enrustido, que se compraz com o sofrimento alheio, pouco ligando para os sacrifícios do semelhante! E, no que tange à doutrina espírita, como já o sabemos, a Terra é planeta de provas e expiações. Assim, todas as alegrias e os prazeres, bem como as tristezas e as vicissitudes em geral dos seres humanos, podem ser explicados, com base na ciência e na ponderação filosófica, no estudo sério das vidas sucessivas. Se, por algum preconceito ou qualquer outro vício moral, os opositores não quiserem ler a "Introdução ao Estudo de Doutrina Espírita", de Allan Kardec, leiam sobre o assunto o que escreveram os estrangeiros Leon Denis, Gabriel Delanne, Ernesto Bozzano, Fernando Ortiz e outros, ou, no Brasil, Carlos Imbassahy, Deolindo Amorim, José Herculano Pires, Martins Peralva e tantos mais.

Finalmente, não pode dizer-se "cristão e temente a Deus", em verdade, aquele ser humano que agasalhe em si o preconceito, essa falha moral dolorosa, que se traduz como ignóbil falta de caridade, como insensibilidade irrefletida e ferina. Mas o mal não poderá crescer onde se acredita no bem, neste persistindo, mesmo nos instantes mais difíceis da vida.

Quando o Cristo nos aconselhou a "conhecer a verdade, que está nos libertará", concedeu-nos a chave para abrirmos todas as portas do progresso, pelo nosso esforço. E, de acordo com "O Evangelho Segundo o Espiritismo", de Allan Kardec, no Capítulo V: "desde que admitamos a existência de Deus (causa primária e inteligência suprema), e sabendo-o todo poderoso, todo justiça, todo bondade (pois sem isso não seria Deus); e, sendo Deus soberanamente bom e justo, não pode agir por capricho ou parcialidade, as vicissitudes (sofrimentos) da vida têm, então, uma causa; e, como Deus é justo, essa causa deve ser justa; eis o que cada um deve compenetrar-se".

Não nos devemos deixar influenciar negativamente, mas buscar descobrir nossa capacidade espiritual e cultivar o PERDÃO; assim, as dores serão menores e os males se dissiparão. E, como ensina o Espírito Emanuel, na psicografia de Chico Xavier: "nosso corpo espiritual, em qualquer parte, refletirá a luz ou a treva, o céu ou o inferno que trazemos em nós mesmos".

Cada um de nós recebe segundo o próprio merecimento, até que, vida após vida, com amor e perseverança, alcance o progresso moral.

Muita paz a todos.

Bismael Batista de Moraes

Pergunte a quem tenha em sua família uma "pessoa com algum tipo de deficiência" ou indague-se deste mesmo, quais foram ou continuam sendo suas principais agruras, na convivência diuturna no seio da sociedade, em especial quando se defrontam com aqueles que sempre "querem levar vantagem em tudo" ou "não movem uma palha" pelo semelhante...

 

As surpresas, por certo, serão muitas: nas ruas, nas calçadas, nos trens, nos ônibus, nos metrôs, nos navios, nos barcos, nos aviões, nas escolas, nos bares, nos restaurantes, nos supermercados, nos ginásios esportivos, nos campos de futebol, nos cinemas, nos teatros, nos banheiros, nos sanitários, enfim... em todos os lugares onde suas atividades essenciais necessitem de alguma acessibilidade, facilidade ou adaptabilidade para serem exercidas.

Não bastam as bengalas, as muletas, as cadeiras de rodas ou motorizadas, os assentos anatômicos, os elevadores para cadeirantes e pessoas com deficiências visuais, ou até automóveis com adaptações; faz-se essencial o exercício da fraternidade, do respeito e da consideração às "pessoas com deficiências", por parte dos materialmente e moralmente "sãos" Quem ocupe o lugar do "necessitado especial", no ônibus ou no metrô, ou sua vaga no estacionamento da rua, do shopping ou do supermercado, além de faltar com a cidadania, é sem dúvida, uma pessoa com "deficiência moral". De longa data, graças ao trabalho de pessoas sérias e abnegadas, (que ainda existem), a "deficiência" (de membros e/ou órgãos corporais) não é mais um "problema" dito "insolúvel", pois a ciência, a pesquisa e a tecnologia têm derrubado obstáculos que, durante muito tempo, pareciam intransponíveis. O intelecto ou a inteligência, em verdade, não decorrem da condição física. O corpo nada sabe, porque, feminino ou masculino, é passageiro e efêmero, como instrumento sensorial e instintivo de aprendizado; "todo o conhecimento", porém, "se dá pelo espírito", o "ser inteligente da natureza", que não tem sexo e é imortal, regido por leis naturais (que são eternas e imutáveis, pois não foram criadas nem podem ser revogadas pelo ser humano), através de tantas existências quantas se fizerem necessárias ao progresso de cada indivíduo. Por isso, já vai longe a "dependência absoluta" da "pessoa com deficiência"; essa "dependência" é "relativa" e, em muitos casos, há total "independência de atos" para a pessoa carente ou privada de alguns movimentos, graças à educação, à evolução técnica e a compreensão dos seres humanos mais sensíveis.

Entretanto, no dia a dia, muitos são ainda os atropelos com que se defrontam as pessoas com deficiências, ou as erroneamente chamadas com "necessidades especiais". Embora, via de regra, camuflado, o preconceito é um vício social terrível que afeta as pessoas moralmente atrasadas, faltas de bom senso - que se omitem ou "dão de ombros" - como se não pertencessem à sociedade da qual todos fazemos parte. São as mesmas pessoas que usam ou aceitam comentários jocosos, gracejos impróprios, com os serem humanos diferenciados, como: "maneta", "perneta", "cegueta", "aleijadinho", "gaguinho", "trambolho", entre outros tantos... e só mudam seu comportamento quando a lei natural de ação e reação os coloca diante de um familiar que, por um fator hereditário, um crime ou um acidente, sofre um revés existencial e também passa a ser "tratado" desta mesma forma preconceituosa como ele o fazia antes!

A quem se predisponha a estudar, sem dúvida, aprenderá que o "Espiritismo é a doutrina da fé raciocinada" (não decorada, não imposta) e que, por ela, cabe a todo ser humano descobrir, através de provas e expiações nas muitas vidas, como homem ou mulher, negro, branco, amarelo ou vermelho, letrado ou analfabeto... que o bem e o mal são momentos de aprendizado na caminhada da evolução moral de cada pessoa, independentemente de raça, cor, sexo, religião, costumes, posição socai, econômica ou geográfica, de que seja ou em que esteja, ou tenha estado. E cada ser humano, jovem ou idoso, encontra-se na altura moral do próprio espírito. O corpo nada sabe - repetimos - e só o espirito... ele é o ser inteligente da Natureza. E o grande passo para a evolução de cada um é, primeiro, conhecer a si mesmo e aprender a conviver com os semelhantes, independentemente da sua condição. Porque, diante das leis naturais e eternas, nós somos pequenos aprendizes.

A máxima popular, costumeiramente repetida, afirma que: "quem não vive para servir, não serve para viver". Embora não devamos radicalizar, tomando por base a lição do Cristo, de que: "devemos sempre perdoar"... poderíamos dizer que toda pessoa que, podendo prestar auxílio ao necessitado, mas, por insensibilidade, deixa de fazê-lo é, no mínimo, um espírito ainda obtuso, quando não seja um obsessor encarnado e enrustido, que se compraz com o sofrimento alheio, pouco ligando para os sacrifícios do semelhante! E, no que tange à doutrina espírita, como já o sabemos, a Terra é planeta de provas e expiações. Assim, todas as alegrias e os prazeres, bem como as tristezas e as vicissitudes em geral dos seres humanos, podem ser explicados, com base na ciência e na ponderação filosófica, no estudo sério das vidas sucessivas. Se, por algum preconceito ou qualquer outro vício moral, os opositores não quiserem ler a "Introdução ao Estudo de Doutrina Espírita", de Allan Kardec, leiam sobre o assunto o que escreveram os estrangeiros Leon Denis, Gabriel Delanne, Ernesto Bozzano, Fernando Ortiz e outros, ou, no Brasil, Carlos Imbassahy, Deolindo Amorim, José Herculano Pires, Martins Peralva e tantos mais.

Finalmente, não pode dizer-se "cristão e temente a Deus", em verdade, aquele ser humano que agasalhe em si o preconceito, essa falha moral dolorosa, que se traduz como ignóbil falta de caridade, como insensibilidade irrefletida e ferina. Mas o mal não poderá crescer onde se acredita no bem, neste persistindo, mesmo nos instantes mais difíceis da vida.

Quando o Cristo nos aconselhou a "conhecer a verdade, que está nos libertará", concedeu-nos a chave para abrirmos todas as portas do progresso, pelo nosso esforço. E, de acordo com "O Evangelho Segundo o Espiritismo", de Allan Kardec, no Capítulo V: "desde que admitamos a existência de Deus (causa primária e inteligência suprema), e sabendo-o todo poderoso, todo justiça, todo bondade (pois sem isso não seria Deus); e, sendo Deus soberanamente bom e justo, não pode agir por capricho ou parcialidade, as vicissitudes (sofrimentos) da vida têm, então, uma causa; e, como Deus é justo, essa causa deve ser justa; eis o que cada um deve compenetrar-se".

Não nos devemos deixar influenciar negativamente, mas buscar descobrir nossa capacidade espiritual e cultivar o PERDÃO; assim, as dores serão menores e os males se dissiparão. E, como ensina o Espírito Emanuel, na psicografia de Chico Xavier: "nosso corpo espiritual, em qualquer parte, refletirá a luz ou a treva, o céu ou o inferno que trazemos em nós mesmos".

Cada um de nós recebe segundo o próprio merecimento, até que, vida após vida, com amor e perseverança, alcance o progresso moral.

Muita paz a todos.

Bismael Batista de Moraes