Tendo em vista que, anos passados, já ocorrera um ensaio a esse respeito no Interior, na região de Araçatuba.   Assim, com a iniciativa do Dr. Waldir Bianchi, Delegado e Professor da Academia de Polícia, e com o incentivo do Dr. Washington Luiz Nogueira Fernandes, Procurador do Es­tado e um dos grandes estudiosos da obra do médium Divaldo Pereira Franco, foram feitos vários contatos telefônicos, e, no dia 19 de ja­neiro de 1999, às 19:30 horas, reuniram-se, na Biblioteca "Dr. Coriolano Nogueira Cobra", da Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo - ADPESP, no 9° andar da Galeria Cinerama, na Avenida lpiranga, nº 919, próxima à Avenida São João, os Delegados ati­vos e aposentados: Waldir Bianchi, Bismael Batista de Moraes, Luiz Carlos Rocha, José Martins Leal, Orlando Ricardo (e a esposa D. Eunice), Antonio César Silva, Oscar Ferraz Gomes, Claudionor de Souza Cavalcante, José Carlos Sanches Bueno, Fernando Pinto Silva, Luiz Carlos Barros Costa, Milton Pereira dos Santos e Nello Rodolpho Giongo, presente, ainda, o Procurador do Estado Washington Luiz N. Fernandes.

A essa primeira reunião, compareceu, também, o Dr. Paulo Fernando Fortunato, Presidente da Associação dos Delegados de Polícia do Estado, cumpri­mentando a todos pela iniciativa e colocando as dependências da ADPESP à disposição das autoridades poli­ciais para a realização de eventos doutrinários.

Era pensamento comum entre aquelas autoridades policiais, e continua sendo, que Delegados de Polícia, como profissionais do Direito, tratando com os bens maiores dos seres humanos - a vida, a integridade física, a honra, a segurança, o patrimônio -, não podem desconhecer as bases da Doutrina Espírita, no sentido de auxiliar na discussão da nova legislação penal e processual penal, justamente no instante em que a própria Religião Católica, na recente Encíclica do Papa "Fides et Ratio ", de 1998, reconhece a necessidade da fé raciocinada, tema defendido pelo Espiritismo há mais de 140 anos. Nessa primeira reunião, foi estabelecido que se deveria realizar, no dia 14 de maio de 1999, a partir das 19:30 horas, no Auditório "Dr. Ivahir de Freitas Garcia", da ADPESP (Av. Ipiranga, 919, 9° andar, Cen­tro), o "1° Encontro Estadual dos Delega­dos de Polícia Espíritas", com três pales­tras sucessivas, de 30 minutos cada, com es­paço seguinte para perguntas e debates sobre os assuntos tratados. Acertou-se que os te­mas seriam estes: "Pena de Morte sob a óti­ca do Espiritismo", pelo delegado-professor Bismael B. Moraes; "O Anteprojeto do Código Penal - Aborto em face da Doutrina Espírita", pelo delegado e professor Luiz Carlos Rocha e “Eutanásia à Luz do Espiritismo", pelo delegado professor Luiz Carlos Banos Costa.

E assim aconteceu, com grande afluência de público, com a presença de re­presentantes de entidades espíritas, lotando o auditório da Associação dos Delegados. Uma semana após esse V Encontro, o "Grupo de Delegados Espíritas" (ainda com essa denominação provisória) se reuniu para analisar o sucesso do evento.

Depois de mais duas reuniões, essas contando com a presença de outros Delegados, em 16 de dezembro de 1999, foram estabelecidos os temas para o "2° Encontro dos Delegados Espíritas do Estado de São Paulo", também a realizar-se no Audi­tório "Dr. Ivahir de Freiras Garcia", da ADPESP: "O Espiritismo e a Atividade Po­licial", pelo delegado-professor Luiz Carlos Rocha, e "Aspectos Legais e Espíritas da Cremação", pelo delegado-professor Bismael B. Moraes. A data e o horário só viriam a ser estabelecidos na reunião seguinte, em 16 de fevereiro de 2000, ficando acertado, aí, que o "2° Encontro" seria como foi, no dia 20 de junho de 2000, a partir das 19h30min horas, seguindo a mesma forma do que ocorrera no "1° Encontro" de 1999. Acertou-se, na reunião de fevereiro de 2000, que o núcleo ou o grupo de Delegados Espíritas precisava criar uma sigla, marcando-se um encontro para o dia 24 de março de 2000, para essa finalidade. Observe-se que, de conformidade com as reuniões se sucedendo, des­de o início de 1999, durante todo o ano de 2000, muitas outras autoridades policiais passaram a comparecer ao Auditório da ADPESP. Entre elas, os Delegados de Polícia João Valentim Filho, Antonio Rossi dos Santos, João Demétrio Loricchio, Carlos Von Hussen Tosta, Avrion Filizzola, Percival Cione, João Francisco Crusca, Manoel da Cunha, José Maria de Almeida, Ana Maria Gonzales Sola, Marco Aurélio Bolzani, Baldomero Girbal Cortada Neto, Antonio Cczar, Jamil Maita, Gilberto Carlos Fernandes, Jorge Paunovic, Maria Janete Valone, Dagoberto Ribeiro Chebabi, Odilon Baptista Rodrigues, Adelia de Fátima Santos, Sebastião Ribeiro da Silva Filho, Eduar­do Violi e outros.

E foi, de fato, em 24 de março de 2000, que se criou a UNIÃO DOS DELEGADOS ESPIRITAS  - UDEsp, com a finalidade de estudar, discutir e divulgar o Espiritismo, como Doutrina Esclarecedora, com base na fé raciocinada, no seio da organização policial, seguin­do essa luz, que vem iluminando o coração dos seres humanos, já existindo, além dos Centros e das Sociedades Espíritas, entidades dos Militares Espíritas (nas Forças Armadas), dos Magistrados Espíritas (entre os Juizes de Direito) e do Ministério Público Espírita (entre Promotores e Procuradores de Justiça).